História

Mamães...

Reservei este espaço no site da Leite do bebê & Cia, não para falar da empresa, mas para contar um pouco da história que direcionou-me a percorrer este caminho, e desenvolver uma empresa voltada a prestar auxilio e orientações para as mamães que durante a Amamentação estão encontrando dificuldades.

Na verdade, contando um pouco da minha vida, dos meus filhos, estou buscando traçar um ponto de identificação entre nós, estou tentando me aproximar da realidade que você está atravessando neste momento, e deste modo tentar ajudá-la.

Considerando minha experiência como mãe, acredito que a maioria das mulheres após o nascimento dos bebês encontra dificuldades para Amamentá-los.

Tenho três bebês lindos, Arthur e Uriel, gêmeos da minha primeira gestação, e Paola minha caçulinha, que é a bebê que ilustra este site.

Na minha primeira gestação, os meus bebês nasceram prematuros, com baixo peso e dificuldades respiratórias.

O que representou para nós 20 dias de UTI NEONATAL na maternidade Pró Matre em São Paulo.

Imaginem como foi, mamãe de primeira viagem, de gêmeos, prematuros enfrentando uma UTINEONATAL.

Nestes dias, me deparei com diversas situações que jamais imaginei que existiam. A verdade é que eu não sabia absolutamente nada.

A cada dia, após uma nova descoberta, percebia o quanto era despreparada para estar naquela situação, apesar de saber que os bebês iriam nascer prematuros, nunca imaginei o que isto significava.

Me sentia a mais atrapalhada de todas, para terem noção, quase discuti com a enfermeira da UTI, quando vi ela dando leite para o meu bebê no copinho, fiquei desesperada, pensei, esta mulher esta louca, meu filho vai engasgar...

E quando me disseram que o Uriel teria que fazer seções de fonoaudiologia para mamar... nunca pensei que existisse isso.

Apenas quem está em uma situação semelhante a esta, é capaz de dimensionar o que sente uma mãe que no nascimento do seu filho, se vê privada de estar ao lado dele, retornar para casa sem ele, sem contar o sentimento de impotência perante a situação imposta.

Toda mãe quer voltar para casa carregando seu bebê nos braços, e espera, sonha durante toda a gestação que será desta forma.

Mediante toda a impotência que senti perante a situação, imaginem como tudo isto se agravou ainda mais, quando percebi que não estava conseguindo amamentar os meus bebês, e sabendo que, esta era a única alternativa que eu tinha para auxiliar os meus filhos a sobreviverem.

Um bebê prematuro, de 33 semanas, ao nascer, ainda nao desenvolveu a habilidade para particar a sucção, e este aprendizado deve acontecer com cautelas, uma vez que de acordo com as informações que recebi na época do nascimento dos meus filhos, o esforço excessivo que o bebê pode fazer ao tentar mamar, em uma situação como esta, pode até prejudicá-lo, pois o que poderia ganhar mamando, acaba perdendo devido ao esforço praticado.

Mesmo assim, preocupada em amamentá-los, pois sabia que o leite materno seria o diferencial que nos ajudaria a irmos para casa, tentei por diversas vezes fazer com que os bebês pegassem o seio para mamar.

Para ajudar, ou para de fato atrapalhar, os bicos dos meus seios são invertidos, o que dificultava ainda mais que eles mamassem no meu peito.

Inexperiente, desesperada, sem apoio, busquei orientações na sala de ordenha do hospital.

Tentamos inicialmente fazer a ordenha manual, porém não obtive êxito nesta tentaviva, restando a ordenha mecânica como alternativa. O pouco leite que oferi aos meus bebês, consegui extrair com o auxílio de uma ordenhadeira mecânica - bomba tira leite.

Na época , a demanda de mães na sala de ordenha, era maior que o número de equipamentos disponíveis, e a rotina stressante da UTINEONATAL, dificultava ainda mais a utilização dos equipamentos, verdadeiramente, você nesta hora nao sabe o que faz, o que deve pensar ou como agir, não sabe se espera para ordenhar, ou se aproveita o horário permitido para ficar com o bebê, ou melhor no meu caso os bebês.

Não passava pela minha cabeça, que aqueles equipamentos podiam ser vendidos ou alugados, imaginava que eram apenas de uso hospitalar, e que eram de altíssimo custo.

Mesmo inicialmente não conseguindo fazer a ordenha manual, em casa, tentava me ordenhar, pois tinha receio de utilizar as bombas manuais vendidas em farmácia, por que conhecia relatos desfavoráveis ao uso das mesmas, porém se obter qualquer êxito.

No hospital, ficava ainda mais atordoada, porque não sabia como me dividir para os dois, não sabia se fazia Canguru, se tentava dar o seio, ou se acolhia o Arthur ou o Uriel.

No final, acabava nao fazedo nada direito, por que se pedisse para tirar um bebê da incubadora para tentar amamentar e fazer canguru, naquela visita nao poderia pegar o outro.

Isto me doía tanto, sentia sempre que estava abandonando um deles, sensação esta que me atrapalhou muito.

Por fim, como toda esta falta de orientacao; emocial significativamente abalado, e sem manter o estímulo para a produção, meu leite esgotou.

Na minha segunda gestação também tive problemas, mais desta vez acho que ainda foi pior, a prótese de silicone que tenho, deslocou, a bebê não pegava o seio, uma dor insuportável.

Continuava leiga, desinformada, sem saber o que fazer, o melhor neste caso, achava que nada daria certo.

Sempre conto um pouco da minha história para as mamães que procuram a leite do bebe & Cia, costumo dizer para elas que se eu tivesse a oportunidade de conhecer e ter acesso as informações que hoje repasso para elas, jamais teria passado por tantas dificuldades.

O fato é que as dificuldades ocorrem, independente, até mesmo das informações, mais ter acesso a recursos como a utilização de um equipamentos e de acessórios, que possam nos ajudar neste momento, faz uma grande diferença.

Considero, se existe neste momento algum tipo de dificuldade, que não importa a forma que iremos buscar, ordenha manual, mecânica, relactação - SNS ou sonda, que o importante é encontrar a solução, e principalmente AMAMENTAR, POIS AMAMENTAR é DAR VIDA, é DAR AMOR.

 

BOA SORTE

ANNA REZEK

Tags: leite do bebê, bomba tira leite

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